quarta-feira, 26 de março de 2008

Python: é assim que se escreve

Saiu mais um artigo sobre Python com o nome da linguagem escrito errado. Alguns podem pensar "tudo bem pelo menos escreveram", ou "isso está ficando mais comum por que a linguagem está ficando mais falada" ou ainda "é um erro comum de digitação, pois o 'th' é comum em inglês". Todos os argumentos fazem sentido, mas continua o nome errado lá. Quem já teve seu nome trocado ou escrito errado sabe do que estou falando. Me chamam de Marcos, Marco Antônio, Marco Aurélio. Não gosto de nenhum deles: meu nome é Marco André, e é assim que gosto de ser chamado. É por isso que estou escrevendo sobre esse assunto.

Quando o Guido van Rossum escolheu o nome da linguagem, teve lá as suas razões. Diz a história que ele quis homenagear o grupo de humoristas britânicos Monty Python. Outros associam o nome da linguagem à cobra piton, que em inglês se escreve python. Em ambos os casos a grafia é a mesma:
p-y-t-h-o-n.


Pois bem e a palavra phython, grafada desse jeito, p-h-y-t-o-n, existe? Sim, por pior que isso seja. Segundo o Merriam-Webster, a palavra se refere a uma parte de uma planta. Como não tem relação nem com programação, nem com humor britânico, nem com cobras, encerro por aqui minhas considerações sobre este termo. O Guido não estava pensando na parte de de uma planta quando escolheu o nome da linguagem.


Numa pesquisa rápida no google, encontrei 75.600.000 a python e 786.000 referências a phyton. E o google nem me disse: " Você quis dizer python". Não analisei todos os links, mas acredito que muitos deles estão falando da linguagem, escrevendo seu nome de forma errada.

Peço uma atenção especial a todos que escrevem em seus blogs, enviam ou publicam notícias, escrevem tutoriais, manuais, slides de aula e outros materiais: escrevam o nome corretamente. Python, p-y-t-h-o-n. É assim que se escreve.

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